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President Evil
Não desisti desse blog, não! Eu me licenciei dele no período eleitoral. Apesar do segundo turno ainda ser domingo, não aguentei de saudades. Resolvi me abster de comentar sobre as eleições, não por alienação, mas justamente por saber que se começasse, ninguém conseguiria me parar! Eu deixaria de conviver em sociedade para passar horas nesta cadeirinha digitando! Nesses tempos de furor eleitoral, poucas pessoas prestam atenção no que ocorre nos demais países. A notícia abaixo é de setembro e não ouvi sequer um comentário nas ruas sobre ela: 28/09/2006 - 21h44 Senado dos EUA aprova lei sobre tratamento a presos WASHINGTON - O Senado norte-americano deu na quinta-feira a aprovação final a um projeto que autoriza métodos rígidos para interrogatórios e julgamentos de supostos terroristas, como queria o presidente George W. Bush. O projeto foi aprovado por 65 votos a 34, horas depois de Bush ir ao Congresso pedir aos republicanos que o defendessem meses antes das eleições legislativas de 7 de novembro, que determinarão com quem ficará o controle do Congresso. A Casa dos Representantes (o equivalente a Câmara dos Deputados) havia aprovado o projeto na quarta-feira, e agora tem de fazer alterações técnicas para adequá-lo à versão do Senado. Bush deve sancioná-lo logo em seguida. Embora tenha sido aprovado com folga no plenário, o projeto quase não sobreviveu a uma obstrução, também na quinta-feira, que poderia ter adiado a votação ou até arquivado o texto. A lei cria padrões para o interrogatório de suspeitos de terrorismo, mas por meio de um complexo conjunto de regras que, segundo entidades de direitos humanos, dá brechas para ações que beiram a tortura, como submeter os presos à privação de sono e à hipotermia induzida. Ela também cria tribunais militares que permitem algum uso de informações obtidas sob coerção, mas também dá aos réus acesso a provas sigilosas usadas contra eles. A lei também amplia a definição de "inimigos combatentes" para incluir aqueles que fornecem armas, dinheiro e outros meios de apoio a grupos terroristas. (Por Vicki Allen) O que Bush tem a dizer sobre isso? "We do not torture"- afirmou em uma visita ao Panamá. Há quem diga que os EUA mantém prisões secretas na Europa e Ásia para supostos terroristas. Bush afirma desconhecer a existência delas. Assim como na Guerra do Iraque, ele inventa uma desculpa qualquer, dá uma banana para o "resto do mundo" , para os direitos humanos, para o meio ambiente. A tortura é imoral, ilegal, contraprodutiva, cruel e degradante. Não existe justificativa plausível para essa prática. Legitimar a tortura pode gerar consequências devastadoras para a humanidade. O que você pode fazer a respeito? Clique aqui para mandar um FUCK YOU para George W. Bush: president@whitehouse.govCique aqui para rir da cara do Bush: http://www.gwjokes.com/pictures/talibush.phpClique aqui para denunciar, discutir e se informar sobre abusos contra os Direitos Humanos: http://www.amnestyusa.org/http://www.hrw.org/portuguese/http://www.ijm.org/
Tem como não amar quem faz poesia para suas fotos?
 Da terra altaneira, eis a bela a mirar o horizonte. Serás indolente, ó bela, ao notar o plebeu que te ama a olhar-te oculto na sombra, se tens o Rei Sol à tua fronte?
Chavões eleitorais
O advento das eleições me traz especial incômodo neste ano. Tenho calafrios só em pensar na baixaria em que o horário político se transformará. Ninguém mais precisará de Ratinho, Gugu ou propaganda de cerveja. O circo estará armado e só precisaremos do pão. Ano de eleição é também ano de chavão!(não deixem de visitar http://www.oficiodoschavoes.com.br/). Temos propaganda-chavão, candidatos-chavão, eleitores-chavão, escândalos-chavão e por aí vai. Mas existe um chavão em especial que me faz arrepiar até os ossos: "O voto é o exercício máximo da cidadania", também conhecido na versão: "O voto é o exercício máximo da democracia". Tudo bem, eu prefiro acreditar que os políticos dizem essas coisas só porque está escrito no teleprompter. Só não consigo imaginar o que leva um cidadão comum a dizer uma besteira dessas. Recorro neste momento ao livro do ilustríssimo professor de Direito Constitucional Kildare Carvalho para tentar achar a origem de tal pensamento, afinal, toda vez que se quer dar um tom de veracidade a uma asneira, usa-se a Constituição para fundamentá-la. ( nesse caso, o art. 14, que dispõe que o sufrágio é universal e o voto é direto e secreto). Diz o Kildare: " O sufrágio é universal, isto é, o direito de votar e ser votado é conferido a todos os cidadãos, independentemente de qualquer distinção como por exemplo, a sexo, classe social ou econômica; mas que atendam as condições indicadas genérica e abstratamente no texto constitucional." Devo reconhecer que universalidade do direito ao voto é, obviamente, um indício da democracia; que se contrapõe, entretanto, à obrigatoriedade deste. O voto obrigatório não constitui ponto da doutrina democrática (o que não significa que o voto voluntário constituiria). Voltando à primeira versão do chavão, se a cidadania tivese no voto a sua máxima expressão, esta se esgotaria no exercício do voto, se esgotaria no gozo de direitos civis e políticos, desprezando seu caráter representativo, participativo e dialético. Coloco-me agora como cobaia da minha própria teoria. Cheguei à conclusão de que mal sabia em quem tinha votado nas últimas eleições, menos ainda sabia quais as decisões e posicionamentos tomados pelos representantes por mim escolhidos. Já que perguntar não ofende, resolvi questionar 10 deputados estaduais aleatoriamente escolhidos sobre duas peripécias de Aecinho, governador de Minas Gerais: construção de um novo Centro Administrativo, orçado em 500 milhões e que levará a sede do governo para bem longe da área central e a construção da Linha Verde liga Belo Horizonte ao aeroporto internacional, orçada em 270 milhões de reais e que pouco atende a população de baixa renda. Apenas 3 deles gentilmente responderam: 1) Jô Moraes, do PC do B: Rane, embora tenha acompanhado esse debate de forma mais permanente tenho uma posição contrária à ida do Centro Administrativo para o serra Verde, pois o transtorno que provocará para os servidores públicos será muito grande. Abraços, Jô Moraes 2)Rogério Corrêa, do PT: Prezada Rane, Com os meus respeitosos e cordiais cumprimentos, agradeço sensibilizado pela confiança. A construção da Linha Verde e a Construção do Centro Administrativo do Estado, vão possibilitar a criação de alternativas de desenvolvimento sustentável e ajudar no planejamento urbano da região. Por fim, agradeço-lhe e reafirmo-lhe meu apreço e consideração. Cordialmente, Rogério Correia 3) João Leite, do PSB: Prezada Rane, O deputado João Leite leu o seu e-mail e pediu-nos que explicasse suaposição sobre o tema: 1º) Ele entende que o Centro Administrativo servirá para valorizar uma região da cidade que está estagnada há mais de 10 anos, e facilitará muito aintegração dos órgãos estatais, face à sua proximidade, também representará uma economia expressiva de combustível para a frota do governo, além de comodidade para os prefeitos do interior que vêm a BH e têm dificuldades decircular pela Capital.2º) A Linha Verde vai reduzir o tempo de deslocamento para o aeroporto de Confins, Lagoa Santa, Vespasiano e outras cidades da região. Também vaiatender a necessidade do novo Centro Administrativo.3º) No entanto, todas essas importantes intervenções têm que sera companhadas de um cuidadoso cuidado com o meio-ambiente. Muito obrigado pelo seu contato e visite nosso site: http://www.deputadojoaoleite.com.br/Talvez a Internet não seja o meio mais eficiente de obter respostas dos políticos, mas foi bom ver que com uma atitude tão simplória já é possível conseguir informações que orientarão as minhas escolhas na hora de votar. É claro que preciso buscar meios mais eficientes de exercer minha participação, afinal, ninguém vai aparecer na minha porta perguntando se quero que meu dinheiro seja usado para construir um palacete novo para Aecinho (pelo menos o projeto é de Niemeyer, o danadinho tem bom gosto). Peço licença aos deuses chavonísticos e peço que meus leitores guardem as devidas proporções, pois preciso registrar meu próprio chavão: O voto é o exercício mínimo da democracia.
SOCORRO
 Socorro Composição: Arnaldo Antunes/Alice Ruiz Socorro, não estou sentindo nada Nem medo, nem calor, nem fogo Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir Socorro, alguma alma, mesmo que penada Me entregue suas penas Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada Socorro, alguém me dê um coração Que esse já não bate, nem apanha Por favor, uma emoção pequena Qualquer coisa Qualquer coisa que se sinta Em tantos sentimentos Deve ter algum que sirva Socorro, alguma rua que me dê sentido Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada Socorro, eu já não sinto nada, nada
Provas da minha esquisitice
 Me desculpem, mas não poderia perder a oportunidade de fazer uma confissão sórdida ao mundo: Eu acho esse cara aí da foto muito sexy. Pronto, falei.
Doze meses e uma mochila
 Depois de resgatado dentre as tranqueiras de sua mochila cor-de-rosa, o suado passaporte recebeu seu primeiro carimbo. Um simples carimbo que marcaria toda uma existência. Dentre malas, pessoas e aviões, aqueles olhinhos brilhavam sonhos mil e se encantavam com cada ruído característico de partidas e chegadas, com cada palpitar característico daquele peito que estava prestes a se rasgar de ansiedade. As longas horas de viagem passaram como segundos e quando seus tênis sujos tocaram o solo quente, a primeira lágrima rolou, trazendo uma certeza: Deus existe. O impossível, não. Quantos pedidos negados, quantas portas-na-cara, quantas cobras e lagartos mastigados e engolidos foram necessários para chegar até ali! Mas não havia tempo para remoer. Era preciso respirar todo aquele ar denso, sugar todo aquele cheiro de desafio, novidade, aventura. Ah! Como era bom se recostar no seio da mãe África, mãe que o Brasil rejeitou. Deixar-se embalar nos tecidos coloridos atados aos corpos negros e roliços. Como era fácil se enxergar nos olhos perdidos das crianças que ninguém amou. Como era fácil se emaranhar e se perder nas tranças malucas dos cabelos duros que ninguém penteou. O que podia fazer a menina da mochila cor-de- rosa para emendar profundos rasgos no mapa multicolorido? Rasgos feitos pela história de desigualdade, desigualdade que fere e da qual não se pode falar; rasgos feitos pela doença que mata e da qual não se pode falar... O que a menina da mochila cor-de-rosa podia dizer para saciar tanta fome de amor? Seria ela só mais uma a tirar uma dúzia de fotos bonitas? A comprar dois colares de marfim e um espinho de porco-espinho? Doze meses e algumas horas se passaram. O visto venceu, a mochila desbotou. O passaporte dorme numa gaveta. O que sobrou? Uma história para contar? Duas moedas e um cartão-postal? Sobraram apenas noites insones.Noites em que a menina da mochila cor-de-rosa olha para as mesmas estrelas que brilhavam em outro céu e ouve o pranto da mãe África que chora além do oceano, se sentindo tão só quanto ela...
Natal de tolo
Eu não sei se é uma perspectiva extremamente niilista, mas essa música foi a primeira coisa que me veio à cabeça nessa euforia pré-natalina. Lojas abertas a madrugada inteira, luzes piscando, ônibus lotados, sacolas e sombrinhas se arrastando pela cidade. Observar esse quadro por alguns minutos foi o suficiente para abrir um rombo no meu coração. Ah, se foi! Ouro de Tolo Raul SeixasComposição: Raul Seixas Eu devia estar contente Porque eu tenho um emprego Sou um dito cidadão respeitável E ganho quatro mil cruzeiros por mês Eu devia agradecer ao Senhor Por ter tido sucesso na vida como artista Eu devia estar feliz Porque consegui comprar um Corcel 73 Eu devia estar alegre e satisfeito Por morar em Ipanema Depois de ter passado fome por dois anos Aqui na Cidade Maravilhosa Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso Por ter finalmente vencido na vida Mas eu acho isso uma grande piada E um tanto quanto perigosa Eu devia estar contente Por ter conseguido tudo o que eu quis Mas confesso abestalhado Que eu estou decepcionado Porque foi tão fácil conseguir E agora eu me pergunto: e daí? Eu tenho uma porção de coisas grandes Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado Eu devia estar feliz pelo Senhor Ter me concedido o domingo Pra ir com a família ao Jardim Zoológico Dar pipoca aos macacos Ah! Mas que sujeito chato sou eu Que não acha nada engraçado Macaco, praia, carro, jornal, tobogã Eu acho tudo isso um saco É você olhar no espelho Se sentir um grandessíssimo idiota Saber que é humano, ridículo, limitado Que só usa dez por cento de sua cabeça animal E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial Que está contribuindo com sua parte Para o belo quadro social Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada cheia de dentes Esperando a morte chegar Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais No cume calmo do meu olho que vê Assenta a sombra sonora de um disco voador Eu que não me sentoNo trono de um apartamento Com a boca escancarada cheia de dentes Esperando a morte chegar Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais No cume calmo do meu olho que vê Assenta a sombra sonora de um disco voador
Blog em hiatus caninus

S.m. Bras.
1. Dia de cão: aquele em que só minha cachorrinha Lulu me entende.
[PL.: dias de cão]
O Brazil das calças legue
Hoje me aventurei pelo centro da cidade para ver se achava uma calça para fazer ginástica que não ficasse "pegando frango". Eu sei que parece besteira mas quando se tem 1.78m de altura é muito mais complicado do que se imagina...
O centro como sempre estava uma muvuca, mas me diverti horrores! Não achava a tal da calça em lugar nenhum, então resolvi ir numas lojas bem populares.
Não me importo muito com moda, mas acabei descobrindo que a última moda do centro da cidade ainda é a calça legging! Ela estava em todas as vitrines, quer dizer a maior parte das lojas não têm vitrine, só umas manequins bundudas, que é para a gente achar que vai ficar com o traseiro como o delas se vestir a calça. E as combinações então? Com saias, cintos de lantejoulas, batas e até vestidos... então tá, né?
Aliás, calça legging só na manequim mesmo! Nos cartazes apenas variações dela: calça legue, calça leg, calça leggin, calça lejin, calça leguim! Fiquei chocada!
Não sou radicalmente contra estrangeirismos. Acho impossível baní-los completamente do nosso vocabulário. Só é necessário evitar abusos sob pena de perdermos um fator tão importante da nossa identidade nacional, que é o idioma.
A tal da calça legue me fere duplamente: como brasileira e como professora de inglês. Eu já disse isso aqui no blog e repito: Ninguém é obrigado a saber inglês. Mas fala sério, se eu não tivesse certeza de como se escreve calça legging, olharia no dicionário ou escreveria no cartaz: "Calça no meio da canela."
E se você acha que o galicismo é privilégio da Av. Paraná, está completamente enganado. Nos shoppings de classe AA, está rolando uma febre de camisas do Brasil. Quer dizer, Brazil. Brazil com Z.
Brazil com Z para mim é o país do Carnaval, das araras, da anaconda. O país das mulheres bonitas e do turismo sexual. Um país subdesenvolvido e fornecedor de matéria-prima (made in Brazil?), que tem Buenos Aires como capital. Brazil do jeitinho que os gringos gostam.
Como diz o José Simão, dá licença que eu vou pingar meu colírio alucinógeno... Que é para ver se meus olhos esquecem o que leram...
Sobre pingüins e coreanos
 Depois do post sobre músicas estranhas que eu OVO, andei pensando em escrever sobre viagens estranhas que eu faço. Calma, não é nada disso que você pensou, não uso nem um tipo de entorpecente... E nem sou uma super-mochileira que já se aventurou por toda a Europa. A verdade é que as minhas viagens sempre são permeadas pelo inesperado e até mesmo pelo tragicômico: já imaginou o que é passar 7 horas num ônibus indo de Fortaleza a Juazeiro do Norte (pra lá de 40 graus) sentada com uma senhora que passa desodorante da Avon compulsivamente em todo corpo? Pois é..De toda forma, esse choque entre expectativa e realidade é sempre encantador. Enquanto planejava minha ida á África, por mais dura que eu estivesse, era impossível não pensar em leões, rinocerontes e tribos exóticas. Mas quando dei por mim, lá estava eu, boba que nem criança, brincando com os pingüins! Sim, pingüins na África! ("Mãe, posso levar um pingüim para casa? Ah, deixa mãe...")Eles são fofos, simpáticos, engraçados, desajeitados, pequenininhos... assim como os coreanos! Fiz vários amiguinhos coreanos. Sim, coreanos na África! Além das qualidades que citei, eles estão sempre sorrindo e sempre tirando fotos com uma câmera digital utra-mega-supersônica. Têm milhões de lapiseiras e caderninhos meigos (mesmo os meninos), carregam seus bebês amarrados ao corpo e têm muuuuuita dificuldade em falar inglês.Meus melhores amiguinhos coreanos eram a Eun-Ju e o Bom-June, ainda que até hoje eu não consiga pronunciar os nomes deles... E por que estou contando essa história toda? É que recebi um e-mail do meu amigo Bom-June, avisando que vem ao Brasil. Claro, estou contente, muito contente.Já vou avisando que sou totalmente contra preconceito e odeio quem fala que "japonês é tudo igual", que dá na mesma ser coreano, japonês e chinês. Da mesma maneira que odeio americanos que perguntam se "hablamos español". Mas é que de repente, fui tomada por um sentimento de pavor... Coreanos sempre viajam em grupo. E se eu chegar no aeroporto e abraçar o Bom-June errado?
Coisas estranhas que eu OVO!
 Cordel do Fogo Encantado - sim, é disso que meus ouvidos têm se alimentado ultimamente. Para quem andava meio desiludida com a música brasileira e com a ressureição do funk, cansada de desenterrar o CD dos Mutantes, essa banda é um achado e tanto. Aliás, chamar o Cordel do Fogo Encantado de banda é subestimar essa mistura de teatro, música, poesia e principalmente cultura nordestina, tão pouco difundida. Me pergunto como pode tão dura vida desaguar em palavras tão doces e puras. Segue um poema escrito por Zé da Luz, no início do século, quando lhe disseram que para falar de amor era necessário um português correto: Ai Se SêsseCordel Do Fogo EncantadoComposição: Zé Da LuzSe um dia nois se gostasse Se um dia nois se queresse Se nois dois se empareasse Se juntim nois dois vivesse Se juntim nois dois morasse Se juntim nois dois drumisse Se juntim nois dois morresse Se pro céu nois lá subisse Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice E se eu ariminasse E tu cum eu insistisse pra que eu me aresolvesse E a minha faca puxass E o bucho do céu furasse Tavés que nois dois ficasse Tavés que nois dois caisse E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
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